Anatomia cirúrgica do nervo acessório espinhal: como evitar lesões em procedimentos cirúrgicos no trígono cervical posterior
Autores:
André Ferrão VargasI, Raquel MegaliII, Regina Maria Papais AlvarengaIII, José Fernando Guedes CorreaIV
Descritores: Nervo acessório. Músculos do pescoço. Nervos espinhais. Plexo cervical.
RESUMO:
Introdução: A síndrome resultante da lesão iatrogênica do nervo acessório espinhal (NAE) se caracteriza por dor, paralisia e escápula alada, estando relacionada a morbidade considerável. O presente estudo investiga o grau de variação na ramificação e no curso do NAE no trígono cervical posterior (TCP). Método: A região cervical de oito cadáveres foi dissecada bilateralmente para expor o NAE. A ramificação e as variações no curso do NAE no TCP foram registradas. Medidas relacionadas a estruturas anatômicas do Músculo Esternocleidomastóideo (MEC) e do Músculo Trapézio (MTZ) foram analisadas. Resultados: As 16 dissecções demonstraram padrão de ramificação do NAE como: nenhum ramo em 25%, um ramo em 37,5% e dois ramos em 37,5% dos casos. Considerável variação foi observada na anatomia regional do NAE no TCP. Medidas revelaram que o NAE tem relação relativamente constante com o nervo auricular magno (NAM) e esta é uma importante referência anatômica para identificação do NAE no TCP. Conclusões: O NAM é uma referência anatômica útil para a identificação do NAE no TCP. Essa abordagem sugere uma possibilidade para diminuição de lesão iatrogênica do NAE, frequentemente relacionada à manipulação cervical de estruturas anatômicas adjacentes sem exposição direta do nervo.
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