ISSN 2177-1235
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Vol. 24 nº 4 - Out/Nov/Dez de 2009

 

Artigo Original Páginas: 414 a 419

Estudo anatômico do ramo angular da artéria tóraco-dorsal e suas implicações no transplante ósseo vascularizado do ângulo da escápula

Autores: Pedro Henrique de Souza SmaniottoI, José Carlos Faes da SilvaII, Allysson DoiIII, Marcus Castro FerreiraIV

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Descritores: Escápula/irrigação sanguínea. Retalhos cirúrgicos/irrigação sanguínea. Microcirurgia. Cadáver.

RESUMO:
Introdução: A reconstrução dos defeitos ósseos complexos é dificultada pela escassez de áreas doadoras para transplantes ósseos vascularizados. A versatilidade dos transplantes baseados nos vasos subescapulares e seus ramos (circunflexa da escápula e tóraco-dorsal), associada à evolução das técnicas microcirúrgicas nos levaram ao estudo da área como potencial doadora. O objetivo do trabalho foi determinar o padrão anatômico que permita a utilização clínica desse retalho. Método: Para avaliação das relações anatômicas dos vasos com origem no sistema subescapular, com ênfase no ramo angular da artéria tóraco-dorsal, foram dissecados 15 cadáveres frescos. Resultados: A artéria circunflexa da escápula apresentou anatomia constante, medindo em média 4,4 cm (3,2 - 6,5 cm) e irrigando a porção lateral superior da escápula. Dentre os vasos estudados, a artéria circunflexa da escápula apresentou anatomia mais constante. Em 14 casos estudados, observou-se a presença do ramo angular da artéria tóraco-dorsal (93%), sendo que em 13 deles origina-se da artéria serrátil anterior. A trifurcação da artéria tóraco-dorsal foi verificada em apenas um caso. Conclusão: A constância anatômica do ramo angular da artéria tóraco-dorsal (incidência de 93%) e a possibilidade de retalhos compostos e bipediculados devem encorajar cirurgiões ao uso mais frequente do retalho escapular.

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