ISSN 2177-1235
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Vol. 24 nº 4 - Out/Nov/Dez de 2009

 

Artigo Original Páginas: 432 a 436

Dissecção radical da musculatura do véu palatino em casos secundários de pacientes fissurados

Autores: César Augusto Raposo do AmaralI, Anelise SabbagII, Lívia Albrecht FerreiraIII, Ana Beatriz AlmeidaIV, Celso Luiz BuzzoV, Cássio Eduardo Raposo do AmaralVI

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Descritores: Fissura palatina/cirurgia Músculos palatinos/cirurgia. Palato mole/cirurgia.

RESUMO:
Objetivo: Demonstrar a eficácia do reposicionamento do músculo elevador do véu palatino em pacientes portadores de fissura lábio-palatina anteriormente submetidos a palatoplastia por outras técnicas. Método: Foram realizadas, 16 cirurgias de repalatoplastia posterior com dissecção radical da musculatura do véu palatino. A nasofibroscopia foi o instrumento de mensuração da voz no período pré e pós-operatório, 3, 9 e 15 meses após a cirurgia. Duas fonoaudiólogas com experiência no tratamento do fissurado participaram na avaliação da voz nos períodos pré e pós-operatórios, sendo a hipernasalidade classificada em equilíbrio oronasal, hipernasalidade leve, moderada e importante. O índice de Kappa foi utilizado para avaliar o grau de concordância entre os observadores. O teste de igualdade proporcional foi utilizado com o objetivo de comparar as diferenças de voz no pré e pós-operatórios de 3, 9 e 15 meses. O valor de p < 0,05 foi adotado para a significância estatística. Resultados: Seis pacientes eram do sexo masculino, com idade média de 17,93 anos. Houve uma boa concordância entre as avaliadoras, sendo a menor de 76,6% (índice de Kappa). Com o retroposicionamento da musculatura houve melhora no índice da hipernasalidade (p < 0,05), principalmente na hipernasalidade leve e moderada. Conclusão: Houve grande melhora do quadro da insuficiência velofaríngea após a dissecção radical, o que evidencia que tal procedimento é necessário e deve ser incluído no algoritmo dos protocolos em casos secundários e preconiza-se que seja usado, também, em casos primários.

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