Neocolpoplastia com alça exclusa de sigmóide
Autores:
Francisco Leopoldo Ferreira PereiraI, Antonio Roberto BozolaII
Descritores: Vagina/anormalidades. Vagina/cirurgia. Colo sigmóide/transplante.
RESUMO:
Introdução: O emprego de alças intestinais para tratamento de agenesia de vagina remonta ao início do século vinte, porém tem sido pouco popularizado. Método: Os autores apresentam sete casos em que a neocolpoplastia foi realizada com o emprego de alça exclusa de sigmóide, transposta através do fundo de saco de Douglas, por incisão peritoneal, e alojada em um túnel dissecado entre o reto e a bexiga. A extremidade inferior foi suturada ao intróito vaginal com incisão quebrada em V, e a extremidade superior fechada em fundo cego, ou suturada ao redor do colo uterino telescopado através dela, quando o útero estava presente. Resultados: A evolução é de três a dez anos. A técnica foi executada em três casos com ausência de vagina associada à agenesia de útero, um caso de síndrome adrenogenital com atresia de vagina associada a útero infantil, e três casos de agenesia de vagina com presença de útero funcional. O útero foi preservado, com seu colo dentro da neovagina, permitindo menstruações normais em dois deles. Discussão: Não foram necessários, nem indicados, dilatações ou uso de moldes no período pós-operatório. Os resultados foram bons e o índice de complicações pequeno. As vaginas permitem penetração fácil. São amplas, profundas e elásticas, com lubrificação e aspecto visual normais. Conclusão: A neocolplastia mostrou-se uma técnica viável com baixo índice de complicação, principalmente estenoses.
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