Original Article - Year 2026 - Volume 41Issue 1
Rinoplastia reconstrutiva pós-traumática no Sistema Único de Saúde: Análise epidemiológica nacional (2015-2024)
Post-Traumatic Reconstructive Rhinoplasty in the Brazilian Unified Health System: National Epidemiological Analysis (2015-2024)
RESUMO
Introdução As deformidades nasais decorrentes de trauma são frequentes e apresentam repercussões funcionais, estéticas e psicossociais relevantes. Apesar da importância da rinoplastia reconstrutiva pós-traumática no contexto da cirurgia plástica reconstrutiva, ainda são escassos os estudos epidemiológicos nacionais que avaliem esse procedimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Objetivo Descrever a evolução temporal, a distribuição regional, o caráter do atendimento, o tempo de permanência hospitalar e os valores aprovados para as rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas realizadas no SUS entre 2015 e 2024.
Métodos Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos por meio do DATASUS. Foram incluídos todos os registros de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) aprovadas referentes ao procedimento "rinoplastia para correção de defeitos pós-traumáticos" (SIGTAP: 04.04.02.032-1), realizado entre janeiro de 2015 e dezembro de 2024, tendo o ano da internação como referência temporal. As variáveis analisadas incluíram número de Autorizações de Internação Hospitalar aprovadas, distribuição regional, caráter do atendimento, tempo médio de permanência hospitalar e valores aprovados pelo SUS.
Resultados No período analisado, foramrealizadas 11.735 rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas no SUS. Observou-se redução superior a 50% no número de procedimentos em 2020, com recuperação progressiva a partir de 2022. A região Sudeste concentrou 57,6% das cirurgias. Do total analisado, 81,3% dos atendimentos tiveram caráter eletivo e 18,7%, caráter de urgência. O tempomédio de permanência hospitalar variou de 1,1 a 1,4 dias. O valor total aprovado pelo SUS foi de R$ 5.532.972,79, com valor médio aprovado por AIH de R$ 471,49.
Conclusão As rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas realizadas no SUS tiveram caráter predominantemente eletivo, curta permanência hospitalar e custos relativamente estáveis. A pandemia de covid-19 reduziu acentuadamente o volume de procedimentos, com recuperação progressiva nos anos subsequentes, sem retorno aos níveis anuais pré-pandêmicos no período analisado. Observou-se também distribuição regional desigual.
Palavras-chave: rinoplastia ; cirurgia plástica ; traumatismos faciais ; epidemiologia ; Sistema Único de Saúde
ABSTRACT
Introduction Nasal deformities resulting from trauma are common and are associated with relevant functional, aesthetic, and psychosocial consequences. Despite the importance of post-traumatic reconstructive rhinoplasty within reconstructive plastic surgery, national epidemiological studies evaluating this procedure in the Brazilian Unified Health System (SUS) remain scarce.
Objective To describe temporal trends, regional distribution, admission type, length of hospital stay, and approved amounts associated with post-traumatic reconstructive rhinoplasty procedures performed within the SUS between 2015 and 2024.
Methods This ecological, descriptive, and retrospective study was based on secondary data from the Brazilian Hospital Information System (SIH/SUS), obtained through DATASUS. All approved Hospital Admission Authorizations related to the procedure "rhinoplasty for correction of post-traumatic defects" (SIGTAP: 04.04.02.032-1), performed between January 2015 and December 2024, were included, with the year of admission used as the temporal reference. The variables analyzed included the number of approved Hospital Admission Authorizations, regional distribution, admission type, mean length of hospital stay, and approved amounts.
Results During the study period, 11,735 post-traumatic reconstructive rhinoplasties were performed within the SUS. A reduction of more than 50% in the number of procedures was observed in 2020, followed by progressive recovery from 2022 onward. The Southeast region accounted for 57.6% of all procedures. Among records with a valid admission-type classification, 81.3% were elective and 18.7% were emergency admissions. The mean length of hospital stay ranged from 1.1 to 1.4 days. The total amount approved by the SUS was R$ 5,532,972.79, with a mean amount approved per AIH of R$ 471.49.
Conclusion Post-traumatic reconstructive rhinoplasties performed within the SUS were predominantly elective, involved short hospital stays and relatively stable costs. The COVID-19 pandemic markedly reduced procedure volume, followed by recovery in subsequent years, although annual volumes did not return to pre-pandemic levels during the study period. Procedures were also unevenly distributed across regions.
Keywords: rhinoplasty ; plastic surgery ; facial injuries ; epidemiology ; unified health system
Introdução
As deformidades nasais decorrentes de trauma são frequentes na prática clínica, com importantes repercussões funcionais, estéticas e psicossociais. 1, 2 Devido à posição central e à projeção da pirâmide nasal na face, essa estrutura é particularmente suscetível a lesões traumáticas. Nesse contexto, as fraturas nasais representam o tipo mais comum de fratura facial, correspondendo a aproximadamente 41,8% de todas as fraturas faciais no Brasil e estando frequentemente associadas a acidentes de trânsito, violência interpessoal e traumas relacionados à prática esportiva. 3, 4, 5
A rinoplastia reconstrutiva pós-traumática constitui, portanto, um procedimento fundamental da cirurgia plástica reconstrutiva, com o objetivo de restaurar tanto a função respiratória quanto a harmonia facial. 6, 7 Diferentemente da rinoplastia estética, esse procedimento está diretamente relacionado a eventos de interesse em saúde pública, uma vez que os traumas nasais afetam predominantemente indivíduos entre 19 e 29 anos de idade. 8 Nesse sentido, estudos indicam que até 50% dos pacientes com trauma nasal podem desenvolver deformidades pós-traumáticas que exigem rinoplastia ou septorrinoplastia. 1
No Brasil, a produção científica relacionada à rinoplastia pós-traumática baseia-se predominantemente em séries de casos e estudos unicêntricos, com foco em técnicas cirúrgicas e desfechos funcionais. 9 Apesar de sua relevância clínica, esses estudos não permitem avaliar a magnitude populacional do procedimento nem sua distribuição regional no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A pandemia de covid-19 afetou substancialmente a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos e reconstrutivos em todo o mundo. Estima-se que aproximadamente 28,4 milhões de cirurgias eletivas tenham sido canceladas ou adiadas globalmente durante as 12 semanas de maior impacto da pandemia, com redução abrupta da atividade cirúrgica em 2020 e recuperação gradual nos anos subse-quentes. 10 No Brasil, dados do SUS demonstram redução de 46% nos procedimentos eletivos em 2020 (correspondendo a aproximadamente 828.429 procedimentos cancelados), seguida de recuperação gradual. 11
A rinoplastia reconstrutiva pós-traumática foi escolhida como foco deste estudo por ser um procedimento típico da cirurgia plástica reconstrutiva, apresentar importante impacto funcional e estético e possuir codificação específica no SUS, o que permite análises epidemiológicas consistentes e reprodutíveis.
Até o momento, não foram identificados estudos epidemiológicos nacionais que integrem tendências temporais, distribuição regional e valores aprovados para a rinoplastia reconstrutiva pós-traumática no SUS ao longo de uma série histórica extensa, incluindo o período da pandemia de covid-19. Diante dessa lacuna, o presente estudo teve como objetivo descrever esses aspectos no contexto do sistema público de saúde brasileiro.
Métodos
Foi realizado um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo com base em dados secundários de acesso público provenientes do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. 12
O procedimento analisado foi a rinoplastia para correção de defeitos pós-traumáticos (código: 04.04.02.032-1). Foram incluídos todos os registros compreendidos entre janeiro de 2015 e dezembro de 2024, considerando apenas anos completos e utilizando o ano de atendimento como referência temporal.
As variáveis analisadas foram número de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) aprovadas, região de realização do procedimento, caráter do atendimento (eletivo ou de urgência), tempo médio de permanência hospitalar (em dias), valor total aprovado pelo SUS e valor médio aprovado por AIH.
Para a variável "caráter do atendimento", foram consideradas apenas as categorias "eletivo" e "urgência", conforme a classificação registrada na AIH. Os registros classificados em outras categorias não correspondentes ao caráter do atendimento foram excluídos dessa análise específica, e o número total de registros válidos é informado nos resultados.
Os dados foram extraídos em formato CSV e organizados, consolidados e analisados por meio de planilhas eletrônicas (Google Sheets). As análises foram exclusivamente descritivas, incluindo frequências absolutas e relativas, médias aritméticas simples e variações percentuais.
Para avaliar o impacto da pandemia de covid-19, o período foi estratificado em: pré-pandemia (2015-2019), fase aguda da pandemia (2020), período de transição (2021) e período pós-pandemia (2022-2024).
Por utilizar dados agregados e de acesso público, este estudo foi dispensado de aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa, em conformidade com a Resolução n° 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.
Resultados
Entre janeiro de 2015 e dezembro de 2024, foram realizadas 11.735 rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas no SUS, segundo os registros do SIH/SUS - DATASUS.
Evolução Temporal dos Procedimentos
A distribuição anual das rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas é apresentada na ►Tabela 1. No período pré-pandêmico (2015-2019), observou-se média anual de 1.493,6 procedimentos. Em 2020, esse número diminuiu para 660, correspondendo a uma redução de 55,8% em relação à média do período anterior. Em 2021, foram registrados 753 procedimentos. Em 2022, o número aumentou para 1.068, mas diminuiu para 1.002 em 2023 e para 783 em 2024.
| Ano | Procedimentos (n) |
|---|---|
| 2015 | 1.646 |
| 2016 | 1.405 |
| 2017 | 1.493 |
| 2018 | 1.419 |
| 2019 | 1.506 |
| 2020 | 660 |
| 2021 | 753 |
| 2022 | 1.068 |
| 2023 | 1.002 |
| 2024 | 783 |
| Total | 11.735 |
Distribuição Regional
A distribuição regional das rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas é apresentada na ►Tabela 2. A região Sudeste concentrou 6.753 procedimentos (57,6%), seguida pela regiões Sul, com 2.239 procedimentos (19,1%), e Centro-Oeste, com 1.815 (15,5%). As menores proporções foram observadas nas regiões Nordeste, com 680 procedimentos (5,8%), e Norte, com 248 (2,1%).
| Region | n | % |
|---|---|---|
| Região | n | % |
| Norte | 248 | 2,1 |
| Nordeste | 680 | 5,8 |
| Sudeste | 6.753 | 57,6 |
| Sul | 2.239 | 19,1 |
| Centro-oeste | 1.815 | 15,5 |
| Brasil | 11.735 | 100 |
Caráter do Atendimento
Das 11.735 AIHs analisadas entre 2015 e 2024, 11.656 apresentavam classificação válida quanto ao caráter do atendimento. Destas, 9.470 (81,3%) foram classificadas como eletivas e 2.186 (18,7%), como de urgência, conforme mostrado na ►Tabela 3.
Tempo Médio de Internação
O tempo médio de internação permaneceu baixo durante o período estudado, variando de 1,1 a 1,4 dias, sem variações clinicamente relevantes ao longo do tempo.
Valores aprovados
Os valores aprovados para as rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas são apresentados na ►Tabela 4. O valor total aprovado pelo SUS durante o período analisado foi de R$ 5.532.972,79, com média global de R$ 471,49 por AIH.
Discussão
O presente estudo apresenta uma análise epidemiológica nacional abrangente das rinoplastias reconstrutivas póstraumáticas realizadas no SUS ao longo de aproximadamente uma década, totalizando 11.735 procedimentos entre 2015 e 2024. Ao integrar, em nível nacional, a análise de tendências temporais, distribuição regional e valores aprovados associados, este estudo amplia o conhecimento epidemiológico disponível sobre a rinoplastia reconstrutiva pós-traumática no sistema público de saúde brasileiro, incluindo o período da pandemia de covid-19.
| Caráter do atendimento | n | % |
|---|---|---|
| Eletivo | 9.470 | 81,3 |
| Emergência | 2.186 | 18,7 |
| Total analisado | 11.656 | 100 |
A análise temporal demonstrou redução acentuada na realização do procedimento durante a pandemia. No período pré-pandêmico, observou-se média anual de aproximadamente 1.490 cirurgias, seguida por redução abrupta em 2020, superior a 50%. Esse padrão reflete a reorganização dos sistemas de saúde durante a fase aguda da pandemia, com a suspensão de procedimentos eletivos e a priorização de atendimentos de urgência, tendência amplamente descrita na literatura cirúrgica internacional. 13
A recuperação parcial observada em 2021 (753 cirurgias) e o aumento registrado em 2022 (1.068 cirurgias) caracterizam a transição para o período pós-pandêmico em consonância com a retomada gradual da assistência cirúrgica. Estudos internacionais demonstraram que, globalmente, os volumes de procedimentos em cirurgia plástica atingiram até 99,8% dos níveis pré-pandêmicos durante o período pós-vacinação. 14 Entretanto, no presente estudo, os volumes registrados entre 2022 e 2024 (1.068, 1.002 e 783 cirurgias, respectivamente) permaneceram abaixo da média anual pré-pandêmica de 1.493,6 procedimentos, indicando que a recuperação não ocorreu de maneira uniforme no período analisado. Esse achado pode refletir particularidades do sistema de saúde brasileiro, bem como diferenças relacionadas ao tipo de procedimento analisado, especialmente a rinoplastia pós-traumática.
| Ano | Custo total (R$) | Custo médio por AIH (R$) |
|---|---|---|
| 2015 | 799.497,05 | 485,72 |
| 2016 | 637.790,41 | 453,94 |
| 2017 | 683.644,21 | 457,9 |
| 2018 | 664.013,02 | 467,94 |
| 2019 | 681.541,01 | 452,55 |
| 2020 | 305.916,82 | 463,51 |
| 2021 | 344.259,10 | 457,18 |
| 2022 | 492.362,58 | 461,01 |
| 2023 | 484.554,23 | 483,59 |
| 2024 | 439.394,36 | 561,17 |
| Total (2015-2024) | 5.532.972,79 | – |
| Média geral | – | 471,49 |
Em relação à distribuição regional, a região Sudeste concentrou 57,6% de todas as rinoplastias pós-traumáticas realizadas no país. Esse achado deve ser interpretado à luz da organização do sistema de saúde brasileiro, que apresenta maior densidade populacional, maior concentração de hospitais terciários e maior disponibilidade de serviços especializados em cirurgia plástica reconstrutiva nessa região. 15 As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram participação intermediária, sugerindo disponibilidade relativamente estruturada do procedimento. Em contraste, as regiões Norte e Nordeste apresentaram proporções substancialmente menores, possivelmente em razão de barreiras de acesso, menor disponibilidade de serviços especializados ou necessidade de deslocamento dos pacientes entre estados.
A predominância do caráter eletivo, observada em aproximadamente 81% das AIHs, sugere que a maior parte das rinoplastias reconstrutivas pós-traumáticas realizadas no SUS ocorre de forma programada, após estabilização clínica e planejamento cirúrgico adequado. Esse perfil é compatível com a prática da cirurgia plástica reconstrutiva, na qual a correção definitiva das deformidades nasais traumáticas frequentemente ocorre fora da fase aguda do trauma. 16 A proporção de atendimentos em caráter de urgência evidencia a heterogeneidade dos cenários clínicos associados ao trauma nasal.
O tempo médio de internação permaneceu baixo durante toda a série histórica, variando de 1,1 a 1,4 dias, sem diferenças clinicamente relevantes entre os períodos analisados. Esse achado caracteriza um perfil assistencial de curta permanência hospitalar e mostra que a duração média das internações variou pouco, mesmo durante a redução temporária do volume cirúrgico na pandemia.
Sob a perspectiva econômica, o valor total aprovado pelo SUS durante o período analisado foi de R$ 5.532.972,79, com média global de R$ 471,49 por AIH, mantendo-se relativamente estável ao longo do tempo. A estabilidade do custo médio sugere que o impacto financeiro da pandemia esteve mais relacionado à redução do número de procedimentos realizados do que a alterações nos valores unitários definidos pela tabela de remuneração do SUS.
Limitações
As limitações deste estudo são inerentes ao uso de bases de dados administrativas secundárias, como a ausência de informações individuais sobre sexo, faixa etária, técnica cirúrgica empregada, mecanismo do trauma e gravidade das lesões.
Apesar dessas limitações, a utilização dos dados do SIH/SUS permite estimar a magnitude populacional do procedimento em escala nacional e analisar tendências temporais, padrões regionais e valores aprovados, aspectos fundamentais para o planejamento em saúde e para o desenvolvimento de políticas públicas na área da cirurgia plástica reconstrutiva.
Conclusão
As rinoplastias para correção de defeitos pós-traumáticos realizadas no SUS entre 2015 e 2024 foram predominantemente eletivas e apresentaram curta permanência hospitalar e custos relativamente estáveis. O volume de procedimentos diminuiu acentuadamente durante a pandemia de covid-19 e apresentou recuperação parcial nos anos subsequentes, embora os níveis pré-pandêmicos não tenham sido completamente restabelecidos. Observou-se também distribuição regional desigual, com maior concentração de procedimentos na região Sudeste, refletindo disparidades na disponibilidade de serviços especializados. Dessa forma, o presente estudo fornece um panorama nacional atualizado do perfil assistencial e econômico da rinoplastia reconstrutiva pós-traumática no SUS e pode contribuir para o planejamento da cirurgia plástica reconstrutiva no sistema público de saúde.
References
1. Higuera S, Lee EI, Cole P, Hollier LH Jr, Stal S. Nasal trauma and the deviated nose. Plast Reconstr Surg 2007;120(7, Suppl 2):64S-75S. Doi: 10.1097/01.prs.0000260722.91183.50
2. de Lima Ramos S, Hochman B, Gomes HC, et al. Effect of nasal deviation on quality of life. Plast Reconstr Surg 2011;128(01): 132-136. Doi: 10.1097/PRS.0b013e3182173d51
3. Sindi A, Abaalkhail Y, Malas M, Alghamdi A, Joharji M. Patients With Nasal Fracture. J Craniofac Surg 2020;31(03):e275-e277. Doi: 10.1097/SCS.0000000000006269
4. Hwang K, Ki SJ, Ko SH. Etiology of Nasal Bone Fractures. J Craniofac Surg 2017;28(03):785-788. Doi: 10.1097/SCS.0000000000003477
5. de Lucena AL, da Silva Filho GF, de Almeida Pinto Sarmento TC, de Carvalho SH, Fonseca FR, de Santana Sarmento DJ. Epidemiological Profile of Facial Fractures and Their Relationship With Clinical-Epidemiological Variables. J Craniofac Surg 2016;27(02): 345-349. Doi: 10.1097/SCS.0000000000002381
6. Corey CL, Most SP. Treatment of nasal obstruction in the post-traumatic nose. Otolaryngol Clin North Am 2009;42(03): 567-578. Doi: 10.1016/j.otc.2009.03.002
7. Jadczak M, Krzywdzińska S, Rozbicki P, Jurkiewicz D. The Crooked Nose-Surgical Algorithm in Post-Traumatic Patient-Evaluation of Surgical Sequence. J Clin Med 2024;14(01):87. Doi: 10.3390/jcm14010087
8. Sun Y, Zhang L, Wang P, et al. Study of 2,881 Nasal Bone Fractures using Multivariate Analysis. Altern Ther Health Med 2024;30(05): 180-184
9. Arruda F, Gonçalves P, Florencio P, Valadao W, Valle T. Epidemiological profile of patients undergoing rhinoplasty in a hospital rehabilitation center. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) -. Br J Plast Surg 2021;36;. Doi: 10.5935/2177-1235.2021RBCP0007
10. COVIDSurg Collaborative. Elective surgery cancellations due to the COVID-19 pandemic: global predictive modelling to inform surgical recovery plans. Br J Surg 2020;107(11):1440-1449. Doi: 10.1002/bjs.11746
11. Frio GS, Russo LX, de Albuquerque CP, et al. The disruption of elective procedures due to COVID-19 in Brazil in 2020. Sci Rep 2022;12(01):10942. Doi: 10.1038/s41598-022-13746-5
12. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasília: Ministério da Saúde;2025 [cited 2025 Jan]. Available from: https://datasus.saude.gov.br
13. Mylonakis A, Kalfoutzou A, Panagakis A, Despotidis M, Yfantopoulos J. The Impact of the COVID-19 Pandemic on Surgical Activities: A Single-Center Experience and Literature Review. Cureus 2022;14(10):e30785. Doi: 10.7759/cureus.30785
14. Ghoshal S, Rigney G, Cheng D, et al Institutional Surgical Response and Associated Volume Trends Throughout the COVID-19 Pandemic and Postvaccination Recovery Period. JAMA Netw Open 2022;5 (08):e2227443. Doi: 10.1001/jamanetworkopen.2022.27443
15. BRASIL. Ministério da Saúde. Regionalização da atenção à saúde no Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2018
16. Ishii LE, Tollefson TT, Basura GJ, et al Clinical Practice Guideline: Improving Nasal Form and Function after Rhinoplasty. Otolaryngol Head Neck Surg 2017;156(2_suppl, suppl):S1-S30. Doi: 10.1177/0194599816683153
1. Estudante de Medicina, Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
Address for correspondence Serge Maurice Delgado Briceño, MS, Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Av. Lauro Gomes 2000, Vila Sacadura Cabral, Santo André, SP, 09060-870, Brasil (e-mail: sergemdb1@gmail.com).
Artigo submetido: 07/04/2026.
Artigo aceito: 01/06/2026.
Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Editor-chefe: Dov Charles Goldenberg.







Read in Portuguese
Read in English
PDF PT
Print
Send this article by email
How to Cite
Mendeley
Pocket
Twitter