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Artigo de Revisão - Ano 2017 - Volume 32 - Número 3

http://www.dx.doi.org/10.5935/2177-1235.2017RBCP0070

RESUMO

Este estudo objetivou verificar, por meio de uma revisão sistemática da literatura e da realização de uma meta-análise, a prevalência do transtorno dismórfico corporal em pacientes candidatos e/ou submetidos a procedimentos estéticos na especialidade da Cirurgia Plástica. Para cumprir com o objetivo proposto, foram analisados os mais relevantes estudos publicados originalmente em qualquer idioma, porém, que estivessem indexados às bases de dados National Library of Medicine (MEDLINE), Cochrane e Scielo, nas quais as buscas foram realizadas, por meio do uso de descritores associados ao tema e de critérios de inclusão e exclusão. Sendo assim, a amostra final deste estudo foi composta por 15 publicações, as quais foram submetidas a uma meta-análise, podendo-se verificar que 12,5% dos pacientes que são candidatos/submetidos a procedimentos estéticos na especialidade da Cirurgia Plástica possuem transtorno dismórfico corporal. Destes, a maioria é do gênero feminino (75,7%) e possui média de idade de 30 (± 10,5) anos. Devido ao alto índice de pacientes com transtorno dismórfico corporal atendidos na especialidade, ressalta-se a importância de os cirurgiões plásticos atentarem-se para o adequado atendimento dos pacientes, com vistas à identificação dos indivíduos potencialmente portadores desse transtorno e, consequentemente, à solicitação de um acompanhamento interdisciplinar com a participação de psicólogos e psiquiatras.

Palavras-chave: Cirurgia plástica; Transtornos dismórficos corporais; Estética; Prevalência.

ABSTRACT

This study aimed at showing the prevalence of body dysmorphic disorder (BDD) in patients who are candidates and/or are submitted to aesthetic procedures in the specialty of plastic surgery via a systematic review of the literature and a meta-analysis. To comply with the proposed objective, we analyzed the most relevant studies originally published in any language that were available in the National Library of Medicine (MEDLINE), Cochrane, and SciELO databases. Searches were performed using keywords associated with the theme and inclusion and exclusion criteria. Thus, the final sample of this study was composed of 15 publications, which were submitted to a meta-analysis. It can be confirmed that 12.5% of the patients who were candidates/submitted to aesthetic procedures in the specialty of plastic surgery had BDD. Of these, the majority were women (75.7%) with a mean age of 30 (± 10.5) years. Given the high number of patients with BDD attended to in the specialty, it is important that plastic surgeons focus on providing patients with adequate care to identify individuals who potentially have BDD and consequently conduct an interdisciplinary follow-up with the participation of psychologists and psychiatrists.

Keywords: Plastic surgery; Body dysmorphic disorder; Aesthetics; Prevalence.


INTRODUÇÃO

Procedimentos estéticos se tornaram consideravelmente populares nas últimas duas décadas1. No ano 2000, mais de 1,3 milhão de cirurgias estéticas foram realizadas só nos Estados Unidos, mostrando aumento de 198% em relação ao ano de 19922. Já no ano 2013, foram realizadas 1.452.356 cirurgias estéticas nos Estados Unidos, o que colocou o Brasil em primeiro lugar no ranking de realização desse tipo de procedimento, sendo realizadas 1.491.721 de cirurgias3.

Associado ao aumento da demanda pelos procedimentos estéticos da Cirurgia Plástica, há um crescimento no interesse por aspectos relacionados a essa especialidade e seus pacientes. Como exemplo, pode-se citar os estudos que buscam caracterizar os acometimentos psiquiátricos a que são passíveis esses pacientes4-8 e, dentre eles, o transtorno dismórfico corporal (TDC).

Em geral, os indivíduos que sentem que suas características físicas não estão em conformidade com os padrões ideais de beleza têm um risco aumentado de insatisfação corporal9; entretanto, em pacientes portadores de TDC, essa insatisfação atinge níveis extremos10.

Na atual lista de transtornos psiquiátricos (a quinta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais - DSM-511), a única categoria de diagnóstico que aborda diretamente a preocupação com a imagem corporal é o TDC. Portanto, o conhecimento acerca desse distúrbio psiquiátrico é de particular relevância para os especialistas em Cirurgia Plástica, haja vista a abordagem da insatisfação corporal, frequentemente identificada nos indivíduos que buscam os procedimentos exclusivamente estéticos.

De acordo com o DSM-5, o TDC consiste em uma preocupação com um ou mais defeitos ou falhas na aparência física que não são observáveis ou são percebidos sutilmente por outros. Além disso, o TDC é caracterizado por comportamentos repetitivos e resulta em sofrimento clinicamente significativo. Esses comportamentos não podem ser explicados com base em preocupações normais com a aparência física, como peso ou forma do corpo, estando ou não associados à dismorfia muscular, e ocorrem em diferentes níveis de percepção11. Em pacientes portadores de TDC, a percepção de deformidades físicas leves tende a ser exagerada devido a problemas psiquiátricos ou psicológicos subjacentes12.

Diferentes estudos mostram que na população geral a prevalência de TDC varia entre 0,7% a 2,4%, acometendo em maioria mulheres, sem média de idade definida13-16; porém, há uma lacuna na literatura acerca desse índice na população que se candidata/submete a procedimentos estéticos na especialidade da Cirurgia Plástica.


OBJETIVO

Portanto, tendo em vista que a relação entre o TDC e a especialidade da Cirurgia Plástica ainda é pouco conhecida e pesquisada, este estudo objetivou verificar, por meio de uma revisão sistemática da literatura e da realização de uma meta-análise, a prevalência do TDC em pacientes candidatos e/ou submetidos a procedimentos estéticos na referida especialidade.


MÉTODOS

Estratégia de Pesquisa


Para cumprir com o objetivo proposto, foram analisados os mais relevantes estudos publicados originalmente em qualquer idioma até janeiro de 2016 (quando da realização da busca), porém, que estivessem indexados às bases de dados US National Library of Medicine (PubMed), Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL) e Scielo, nas quais as buscas foram realizadas.

Objetivando selecionar estudos de evidência científica de qualidade, buscou-se publicações referentes a meta-análises e estudos clínicos controlados e randomizados (ECCR). Em relação ao período de publicação, o mesmo não foi estabelecido inicialmente, tendo em vista o desconhecimento acerca da quantidade de publicações disponíveis na literatura científica sobre o tema.

Como procedimento de pesquisa, foram utilizadas as seguintes combinações de palavras-chave: "transtorno dismórfico corporal", "dismorfofobia" "dismorfismo corporal", "cirurgia plástica", "cirurgia estética", "cirurgia cosmética", "candidatos à cirurgia estética" e "prevalência". É válido citar que os mesmos termos foram utilizados em inglês nas bases de dados internacionais: "body dysmorphic disorder", "dysmorphophobia" "body dysmorphism", "plastic surgery", "esthetic surgery", "cosmetic surgery", "aesthetic candidates" and "prevalence".

Para identificar os delineamentos dos estudos, foram empregados os termos"randomized controlled trial", "humans" e "meta-analysis"; não sendo utilizados filtros em relação às datas de publicação.

Os critérios de inclusão e exclusão foram aplicados conforme demonstra o Quadro 1.




RESULTADOS

Apesar de, inicialmente, procurar-se publicações de delineamento ECCR ou meta-análise, durante a realização das buscas, constatou-se a não existência de meta-análises acerca do tema nas bases de dados pesquisadas. Portanto, apenas ECCR foram analisados neste estudo.

Além disso, é válido esclarecer que nenhum estudo publicado no Brasil foi encontrado sobre o tema durante as buscas. Entretanto, pôde-se constatar a realização de uma pesquisa em âmbito nacional10, a qual faz parte da amostra utilizada nesta meta-análise, porém, a mesma foi publicada em periódico internacional.

No total, foram encontradas 17 publicações que, inicialmente, seriam utilizadas como base para a coleta de dados desta pesquisa, porém, duas precisaram ser eliminadas após a análise mais aprofundada de suas metodologias devido à não compatibilidade com os critérios de inclusão adotados. O primeiro estudo eliminado foi o de Javo & Sorlie17 que, apesar de ter pesquisado a prevalência de TDC em pacientes candidatos a procedimentos estéticos, o fez por meio do envio de questionários por e-mail às pacientes, o que, para este estudo, invalidou o método de diagnóstico utilizado pelos autores. Já o segundo estudo excluído foi o de Metcalfe et al.18, o qual analisou 188 pacientes (das quais 32 possuíam TDC - 17,02%), porém só analisaram mulheres que se submeteram à reconstrução mamária após mastectomia devido a câncer de mama e o objetivo desta pesquisa relaciona-se a procedimentos exclusivamente estéticos.

Sendo assim, a amostra final deste estudo foi composta por 15 publicações (Quadro 2).




É válido esclarecer que, daqueles estudos que realizaram comparações entre a prevalência de TDC em pacientes da Cirurgia Plástica e da Dermatologia ou outras especialidades, apenas os dados relacionados aos pacientes candidatos/submetidos a procedimentos da Cirurgia Plástica foram coletados, de forma a cumprir com o objetivo proposto nesta pesquisa.

Com vistas a verificar a prevalência do TDC, foram coletados os dados referentes ao número de pacientes inseridos nas amostras e ao número de pacientes diagnosticados com TDC. Além disso, visando traçar um perfil dos pacientes acometidos por TDC no âmbito da Cirurgia Plástica, buscaram-se dados referentes ao gênero e à faixa etária dos mesmos, bem como ao número de procedimentos estéticos aos quais esses pacientes se submeteram.

Não obstante, é lícito informar que os dados coletados do estudo de Felix et al.10 referem-se àqueles apresentados na metodologia utilizada pelos autores, tendo em vista que, em certo ponto, os mesmos excluíram os pacientes portadores de TDC severo, os quais foram contabilizados na análise realizada nesta pesquisa.

Isto posto, a Tabela 1 apresenta os dados obtidos nas publicações inseridas nesta meta-análise.




Como citado anteriormente, buscou-se neste estudo verificar a prevalência e estabelecer um perfil dos pacientes portadores de TDC no âmbito da Cirurgia Plástica; contudo, não foi possível estimar o número de procedimentos estéticos aos quais os pacientes foram submetidos devido ao fato de as publicações não fornecerem esse dado. Além disso, dois estudos5,25, apesar de informar a idade média dos pacientes com TDC, não apresentaram o desvio-padrão, o que forçou a eliminação dos dados dessas duas pesquisas na quantificação da faixa etária dos pacientes (conforme demonstrado na Tabela 1).

Com base na meta-análise realizada nas 15 publicações que obedeceram aos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos neste estudo, pôde-se verificar que 12,5% dos pacientes que são candidatos/submetidos a procedimentos estéticos na especialidade da Cirurgia Plástica possuem TDC. Destes, a maioria é do gênero feminino (75,7%) e possui uma média de idade de 30 (± 10,5) anos.


DISCUSSÃO

Após revisar sistematicamente a literatura, pôde-se constatar a escassez de pesquisas realizadas em todo o mundo acerca do acometimento por TDC em pacientes candidatos/submetidos a procedimentos estéticos na especialidade da Cirurgia Plástica. Mais especificamente, chama-se atenção para o fato de não haver publicação em âmbito nacional sobre o tema, além de só existir uma pesquisa no Brasil que mensure a prevalência do TDC nos referidos pacientes10.

Foi encontrado na literatura um estudo24 que verificou a prevalência do TDC em pacientes candidatos/submetidos a procedimentos estéticos, comparando aqueles associados à especialidade da Cirurgia Plástica com aqueles que procuraram a especialidade da Dermatologia, constatando que a prevalência do TDC é maior em pacientes da Dermatologia (8,5%), quando comparados aos da Cirurgia Plástica (3,16%). Entretanto, o percentual de 3,16% encontrado pelos autores está bem aquém dos 12,5% encontrados neste estudo, quando da realização da meta-análise composta por 15 pesquisas.

É lícito afirmar que a prevalência de 12,5% de pacientes acometidos por TDC que se candidatam/submetem a procedimentos estéticos na Cirurgia Plástica pode ser considerada bastante elevada quando comparada aos achados dos estudos que analisaram a prevalência na população geral, que fica em torno de 0,7% a 2,4%13-16. Mesmo ao se analisar separadamente os dados das 15 publicações que compuseram esta meta-análise, nenhuma apresenta percentual dentro da margem encontrada para a população geral. O estudo que encontrou o percentual mais baixo de TDC em pacientes da Cirurgia Plástica foi o de Vulink et al.24, com uma taxa de 3,16%, sendo que o percentual mais alto foi achado por Vindigni et al.21, 53,57%.

É muito importante que os profissionais se atentem à possibilidade de os pacientes da Cirurgia Plástica serem portadores de TDC, não só pela alta prevalência encontrada neste estudo e pela comparação dessa taxa com a da população geral, como também pelos achados do estudo de Biraben-Gotzamanis et al.8, que mostrou que seis dos sete pacientes portadores de TDC submetidos à cirurgia plástica estética continuaram apresentando o transtorno, mesmo cinco anos após a realização do procedimento. Apesar de os pacientes relatarem satisfação com o resultado das cirurgias, a realização da mesma não foi eficaz na redução dos sintomas de TDC, sendo necessário tratamento psicológico e psiquiátrico.

Isto posto, acredita-se que o correto diagnóstico e tratamento do TDC pode melhorar a autoestima e qualidade de vida dos pacientes de forma mais eficaz do que com a realização de procedimentos estéticos pela Cirurgia Plástica que, de acordo com a pesquisa de Biraben-Gotzamanis et al.8, não foi eficiente. Faz-se necessário um acompanhamento multidisciplinar dos pacientes candidatos a procedimentos estéticos da Cirurgia Plástica, de modo a melhor atendê-los e com vistas à obtenção de ótimos resultados, tanto para o paciente quanto para os profissionais envolvidos.

Além disso, enfatiza-se a necessidade da realização de mais pesquisas, com metodologias diferenciadas, de modo a melhor elucidar a situação do TDC em pacientes da Cirurgia Plástica, principalmente no Brasil, onde o tema ainda é pouco explorado.


CONCLUSÃO

Com base na meta-análise realizada, pôde-se concluir que 12,5% dos pacientes que são candidatos/submetidos a procedimentos exclusivamente estéticos pela especialidade da Cirurgia Plástica são portadores de TDC, havendo uma prevalência de indivíduos do gênero feminino e com média de idade de 30 anos.

Tendo em vista o alto índice de pacientes com TDC atendidos na especialidade, ressalta-se a importância de os cirurgiões plásticos atentarem-se para o adequado atendimento dos pacientes, com vistas à identificação dos indivíduos potencialmente portadores desse transtorno e, consequentemente, à solicitação de um acompanhamento interdisciplinar com a participação de psicólogos e psiquiatras.


COLABORAÇÕES

RVER Análise e/ou interpretação dos dados; aprovação final do manuscrito; concepção e desenho do estudo; realização das operações e/ou experimentos; redação do manuscrito ou revisão crítica de seu conteúdo.

GBS Aprovação final do manuscrito; redação do manuscrito ou revisão crítica de seu conteúdo.

FVA Aprovação final do manuscrito.


REFERÊNCIAS

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1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, SP, Brasil
2. Hospital Municipal Barata Ribeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
3. Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, Juiz de Fora, MG, Brasil
4. Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
5. Hospital Santa Isabel, Ubá, MG, Brasil

Instituição: Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Autor correspondente:
Rafael Vilela Eiras Ribeiro
Avenida Itamar Franco, 4001 - Dom Bosco
Juiz de Fora, SP, Brasil - CEP 36033-318
E-mail: vilelaeiras@hotmail.com

Artigo submetido: 28/11/2016.
Artigo aceito: 21/2/2017.

Conflitos de interesse: não há.

 

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