Original Article - Year 2026 - Volume 41Issue 1
Facelift eutrófico: alternativa menos invasiva para a ritidoplastia
Eutrophic Facelift: A Less-Invasive Alternative to Rhytidoplasty
RESUMO
Introdução O envelhecimento facial é um dos maiores desafios da cirurgia estética, resultando em alterações anatômicas, fisiológicas e psicológicas. Técnicas cirúrgicas evoluíram para tratar essas mudanças, buscando equilibrar eficácia e segurança. O facelift eutrófico é apresentado como uma alternativa à ritidoplastia convencional. Essa técnica menos invasiva envolve descolamento mínimo da pele e tunelização subdérmica, visando o rejuvenescimento facial com preservação da vitalidade cutânea.
Materiais e Métodos Este estudo retrospectivo analisou 53 pacientes submetidos ao facelift eutrófico, entre 2017 e 2024, considerando critérios específicos de inclusão e exclusão. Atécnica cirúrgica incluiu descolamento mínimoda pele, tunelização subdérmica comcânula, plicatura do SMAS e procedimentos complementares, conforme necessidade de cada caso.
Resultados A técnica de facelift eutrófico apresentou resultados estéticos satisfatórios, preservando um aspecto natural e vitalizado da pele, com mínima equimose e edema moderado, sem casos de hematoma, seroma ou necrose. O procedimento cirúrgico apresentou tempo reduzido de recuperação pós-operatória e alta hospitalar em menos de 24 horas, sem uso de drenos e com alta taxa de satisfação.
Conclusão O facelift eutrófico é uma técnica segura, menos invasiva e eficaz e comrápida recuperação. Também garante resultados estéticos naturais e baixo índice de complicações.
Palavras-chave: ritidoplastia; cirurgia plástica; procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos; rejuvenescimento; envelhecimento da pele
ABSTRACT
Introduction Facial aging poses significant challenges in cosmetic surgery due to anatomical, physiological, and psychological changes. Surgical techniques have evolved to address these changes while striking a balance between effectiveness and safety. Eutrophic facelift is an alternative to conventional rhytidoplasty. This less invasive technique involves minimal skin detachment and subdermal tunneling to achieve facial rejuvenation whilst preserving skin vitality.
Materials and Methods This retrospective study analyzed 53 patients who underwent eutrophic facelifts from 2017 to 2024, considering specific inclusion and exclusion criteria. The surgical technique included minimal skin undermining, subdermal tunneling with a cannula, superficial muscular aponeurotic system (SMAS) plication, and supplementary procedures as needed for each case.
Results The eutrophic facelift technique yielded satisfactory esthetic outcomes, preserving a natural and revitalized skin appearance, with minimal bruising and moderate edema, and no cases of hematoma, seroma, or necrosis. The surgical procedure reduced postoperative recovery time, resulted in hospital discharge within 24 hours, without the need for drains, and with a high satisfaction rate.
Conclusion The eutrophic facelift is a safe, less invasive, and efficient technique, with quick recovery. It also ensures natural esthetic outcomes with a low complication rate.
Keywords: rhytidoplasty; plastic surgery; minimally invasive surgical procedures; rejuvenation; skin aging
Introdução
O envelhecimento da face é considerado um dos principais desafios da cirurgia estética.1 O contorno facial pode sofrer modificações anatômicas estéticas e funcionais decorrentes do envelhecimento cronológico e da influência de fatores externos, resultando em alterações fisiológicas e psicológicas no paciente.2 Durante esse processo complexo, os compartimentos de gordura sofrem alteração em seu volume, resultando em espessura reduzida de gordura subcutânea. Simultaneamente, ocorre uma redução da massa muscular enquanto os ossos perdem volume e projeção. Essas modificações combinadas contribuem para a flacidez da pele sobrejacente e a formação de rugas.3
Com o desafio de equilibrar o envelhecimento intrínseco e extrínseco, a cirurgia plástica tem evoluído ao longo dos séculos no desenvolvimento de técnicas para tratar o envelhecimento facial.4 A cirurgia de rejuvenescimento facial tem suas raízes históricas no século XX. Em 1901, o cirurgião alemão Eugene von Hollander atendeu o pedido de uma senhora aristocrata polonesa e retirou um fuso de pele na frente de sua orelha, melhorando a flacidez de seu rosto. Apesar de não existir uma descrição detalhada do procedimento, von Hollander se tornou um pioneiro da ritidectomia facial.5 Na época, o procedimento passou a ser representado por ressecções de fusos cutâneos com aproximação e sutura das bordas cirúrgicas, com resultados limitados.2
A década de 1960 representou avanços técnicos significativos em ritidoplastia. Em 1962, Gonzalez-Ulloa enfatizou a importância da plicatura dos tecidos profundos da face, melhorando os resultados obtidos.5 Desde então, a ritidoplastia passou por diversos estágios evolutivos, incluindo o uso de plicatura associada e lipectomias do terço inferior da face e pescoço.4-6 Com o avanço da compreensão científica e a consolidação desse tipo de cirurgia como um procedimento seguro, estudos acerca do sistema muscular aponeurótico superficial (SMAS) destacaram a importância do tratamento das estruturas profundas da face.2 Isso levou ao desenvolvimento de técnicas para o tratamento do SMAS (dissecções, tração concomitante à pele, liposucção substituindo as lipectomias), sendo esta última conduta amplamente adotada por cerca de 2 décadas.4-6 Dessa maneira, o rejuvenescimento facial progrediu de um simples descolamento e reposicionamento do tecido cutâneo para uma grande mobilização das estruturas profundas da face.7
A literatura sobre facelift geralmente relata o uso rotineiro de dissecções extensas, que podem resultar em um aspecto desvitalizado da pele devido à lesão de diversas conexões nervosas e vasculares ocorridas durante o descolamento extenso. Além disso, as complicações associadas à ritidoplastia têm sido amplamente discutidas na literatura, incentivando muitos cirurgiões a desenvolverem técnicas que reduzam a agressão tecidual e anatômica.2
Uma técnica de descolamento cutâneo mínimo pode oferecer maior segurança e melhores resultados ao preservar as trabéculas vasculonervosas, mantendo a vitalidade da pele. Em resposta à crescente demanda por procedimentos menos agressivos, este estudo objetiva descrever a ritidoplastia “eutrófica” (do grego eu = “bem”, e trophein = “ nutrir”), que consiste na tunelização subdérmica da face e pescoço com auxílio de cânula, associada a um descolamento convencional mínimo ao redor do pavilhão auricular. A técnica proposta é caracterizada por ser menos invasiva, ao mesmo tempo mantendo um amplo alcance e a eficácia da ritidoplastia convencional.6
Objetivo
O presente estudo pretende descrever os detalhes técnicos e validar o facelift eutrófico como uma técnica menos invasiva, mais segura e eficaz, com descolamento mínimo e resultados satisfatórios no rejuvenescimento facial.
Materiais e Métodos
Esta pesquisa clínica intervencionista, retrospectiva e não controlada analisou um grupo de 53 pacientes submetidos à ritidoplastia pela técnica do facelift eutrófico, com idades entre 46 e 75 anos, no período de 2017 à 2024, em hospital privado do Rio de Janeiro. Os dados sociodemográficos foram coletados dos registros médicos dos pacientes e estão explicitados na ►Tabela 1.
| Dados sociodemográficos | Pacientes: n (%) | ||
|---|---|---|---|
| Gênero | Feminino | 46 (82,14) | |
| Masculino | 7 (12,5) | ||
| Grupo étnico | Caucasianos | 50 (89,29) | |
| Negros | 3 (5,36) | ||
| Tabagistas | Sim | 7 (12,5) | |
| Não | 46 (82,14) | ||
| Total | 53 (100) | ||
Os critérios de inclusão foram pacientes com envelhecimento e excedente cutâneo facial que foram submetidos a técnica de facelift eutrófico, sendo a autora cirurgiã principal, em todos os casos, no período de estudo considerado. Os critérios de exclusão foram pacientes submetidos à ritido-plastias com outra técnica cirúrgica ou sem a autora como cirurgiã principal.
Foi considerada a combinação da técnica apresentada com procedimentos cirúrgicos como pequenas lipoaspirações em áreas de hipertrofia adiposa, blefaroplastia, ressecção de pequeno fuso de pele na região submentoniana, lobuloplastia, lipoenxertia e liplifting, bem como procedimentos não cirúrgicos como lasers ablativos, microagulhamento robótico e preenchimento de ácido hialurônico. O pós-operatório de todos os pacientes foi conduzido pela autora e todos os pacientes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Sumário de passos cirúrgicos
1. Antissepsia e marcação bilateral característica do facelift eutrófico.
2. Anestesia local com sedação e infiltração com solução anestésica padrão.
3. Descolamento mínimo da pele, em torno de 3 a 4 cm, com tesoura, ao redor do pavilhão auricular.
4. Tunelização subdérmica realizada com cânula em toda a área não descolada, bem como na região cervicomandibular.
5. A técnica de plicatura do SMAS foi usada no sentido de melhor tração.
6. Tração do retalho dermocutâneo para cima e para trás.
7. Fixação do retalho nas regiões pré-auriculares e retroauriculares.
8. Ressecção do excesso do retalho dermocutâneo.
9. Suturas.
Técnica cirúrgica
A marcação bilateral característica do facelift eutrófico é realizada com o paciente acordado, sentado à beira do leito, de acordo com a padronização. Primeiro, marcação da incisão obedecendo a costeleta, descendo para a região pré-auricular em posição pré-tragal, contornando o lóbulo em direção retroauricular e seguindo na topografia do músculo retroauricular em direção ao pé do cabelo. Em seguida, marcação da área a ser descolada num raio de 3 a 4 cm ao redor do pavilhão auricular e marcação do limite da área de tunelização, obedecendo em torno de 1 cm do rebordo orbitário, descendo medialmente em direção ao sulco nasogeniano e finalizando em torno de 2 cm da comissura labial. Isso possibilitou a definição dos quadrantes para sistematização da tunelização através de uma linha que vai do lóbulo à asa nasal, do lóbulo perpendicularmente ao esternocleidomastoide, uma linha mediana no mento até a fúrcula esternal e duas linhas paralelas às clavículas. As marcações aqui descritas podem ser observadas na ►Fig. 1.
Neste momento, realiza-se também, caso se aplique, a marcação das áreas de lipodistrofia a serem lipoaspiradas, blefaroplastia superior e/ou inferior, fuso de pele em região submentoniana a ser ressecado, lobuloplastia, áreas a serem realizadas a lipoenxertia, liplifting e possíveis áreas de preenchimento.
Todos os pacientes foram submetidos à anestesia local com sedação. A infiltração anestésica foi feita com solução de 1:200 mil de adrenalina, sendo: SF 0,9% 140 mL, lidocaína 2% 40 mL, ropivacaína 7,5% 20 mL e adrenalina 1 mL, totalizando 200 mL, contemplando a área de descolamento e tunelização. Através de incisão pré-tragal e incisão tricofítica na área de implantação capilar, é realizado descolamento da área pré-marcada, em um raio em torno de 3 a 4 cm, ao redor do pavilhão auricular,8 em plano subdérmico, iniciada com bisturi e complementada com tesoura (►Fig. 2).
Em seguida, procede-se à tunelização das áreas pré-marcadas na face e região cervicomandibular, com cânulas de lipoaspiração calibre 3 e 4 mm, respectivamente (►Fig. 3A,B).
A preservação das trabéculas após a tunelização subdérmica mostra a integridade das conexões vasculares (►Fig. 4) com a pele, demonstrando mobilização e tração similar à observada em dissecções mais amplas (►Fig. 5).6
De acordo com Daher e Muñiz,6 a plicatura do SMAS é realizada com pontos separados, utilizando náilon 3-0, mantendo os nós invertidos. A linha de sutura segue a direção de maior tração das estruturas profundas. Em seguida, a tração do excesso de pele é realizada seguindo os vetores de força: um no sentido predominantemente cefálico e outro em direção posterossuperior, seguindo a linha trago-tubérculo de Darwin, conforme descrito por Pitanguy,9 sem contrariar o sentido de tração do SMAS e respeitando a tendência natural mais adequada a cada face (►Fig. 5).
O bloqueio do retalho cutâneo é realizado com pontos de náilon 4-0 nas regiões prée retroauriculares e o excesso de pele é retirado, ajustando com a marcação realizada previamente, preservando-se a incisão em zigue-zague para man-ter a cicatriz tricofítica.
Realiza-se sutura contínua com náilon 5-0 nas áreas de implantação capilar anterior, náilon 6-0 na região pré-auricular, náilon 5-0 na região retroauricular e náilon 4-0 na região pilosa retroauricular, sendo chuleio na região anterior e barra grega na região retroauricular, sem a necessidade da utilização de drenos. Finalmente, é realizado curativo compressivo com Zolbec (Medi House) e faixa de crepom, o qual permanece até a alta do paciente no dia seguinte.
Resultados
A técnica proposta apresentou resultados estéticos satisfatórios, tanto do ponto de vista de rejuvenescimento facial, quanto à preservação de um aspecto natural e vitalizado do tecido. Os resultados de duas pacientes contempladas neste estudo podem ser observados na ►Figs. 6-11.
No pós-operatório, quase não se percebeu equimose e o edema foi moderado, conforme as ►Figs. 12 e 13. Não houve caso de hematoma, seroma ou necrose tecidual. Existiu um caso de neuropraxia do ramo marginal do nervo mandibular com resolução total e espontânea em 5 meses.
A recuperação pós-operatória foi reduzida de forma considerável em comparação à técnica utilizada em ritidoplastias convencionais, permitindo que os pacientes estivessem em condições ideais para alta hospitalar em menos de 24 horas após a cirurgia.
Drenos não foram utilizados em nenhum dos casos, uma vez que a área descolada remanescente após a plicatura do SMAS é mínima. Todos os pacientes submetidos ao facelift eutrófico, neste estudo retrospectivo, expressaram satisfação com os resultados.
Discussão
A técnica de facelift eutrófico diferencia-se da ritidoplastia convencional devido ao descolamento mínimo da pele, com foco na tunelização subdérmica. Esse procedimento preserva as trabéculas vasculonervosas, resultando em uma pele com aparência nutrida, evitando o aspecto artificial e desvitalizado que pode acontecer em outras técnicas.6 Além disso, essa abordagem garante um reposicionamento mais global dos tecidos e estruturas que sofrem migração anatômica devido ao envelhecimento,10,11 uma vez que a preservação das trabéculas permite uma tração não só do retalho dermocutâneo mas também das estruturas profundas. Dessa maneira, os resultados com a técnica de facelift eutrófico foram satisfatórios, naturais e seguros.
A técnica de facelift eutrófico foi primeiramente descrita e amplamente difundida por Daher e Muñiz,6 com o objetivo de limitar a dissecção cutânea convencional ao redor do pavilhão auricular em um raio de 3 a 4 cm, de reduzir a área descolada, minimizando o espaço morto e dispensando o uso de drenos, bem como, de preservar as trabéculas vasculonervosas, garantir o eutrofismo da pele. Os autores reportam uma redução no tempo cirúrgico de aproximadamente 50% em comparação à ritidoplastia convencional, devido ao caráter menos invasivo do procedimento.6 A redução do tempo cirúrgico foi confirmada neste estudo, permitindo alcançar efeito desejado em um período de recuperação mais curto e minimizando o desconforto do paciente.12-14
A complicação mais frequente em procedimentos de lifting facial é o hematoma,15 que pode ocorrer devido a pequenos sangramentos provocados pelo aumento da pres-são arterial, principalmente na região retroauricular.16 No entanto, como o facelift eutrófico reduz consideravelmente a área dissecada, a incidência de hematomas é considerada nula nos procedimentos que seguem esta técnica.8,13 Além disso, a técnica proposta reduz o risco de lesões vasculares e nervosas e dispensa o uso de drenos, permitindo que o paciente retorne imediatamente à vida social após a cirurgia e receba alta em menos de 24 horas de realização do procedimento.
A indicação da técnica do facelift eutrófico é ampla, abrangendo pacientes que possuem sinais de envelhecimento como flacidez cutânea, acúmulo de gordura, ptose do SMAS, rugas profundas e bandas platismais proeminentes, não excluindo tabagistas. Sabe-se que o tabagismo é um fator de risco relevante para o comprometimento do retalho cutâneo, uma vez que a presença de nicotina na microcirculação reduz a sobrevivência do tecido devido ao seu efeito trombogênico.15 A técnica proposta pode ser particularmente adequada para pacientes tabagistas considerando-se a preservação das trabéculas e consequente perfusão sanguínea, o que minimiza os riscos em comparação às técnicas mais invasivas.
Procedimentos cirúrgicos complementares, como liposaspiração em áreas de hipertrofia de gordura, durante a etapa de tunelização subdérmica, podem otimizar os resultados em determinados pacientes.17,18 Além disso, a ressecção de fuso de pele na região submentoniana, blefaroplastia, lobuloplastia, lipoenxertia e liplifting também podem ser combinados ao procedimento. Procedimentos não cirúrgicos como lasers ablativos, microagulhamento robótico e preenchimento de ácido hialurônico também podem ser associados para potencialização dos resultados. Todas as abordagens descritas foram consideradas alternativas viáveis na condução deste estudo.
Conclusão
O facelift eutrófico pode ser considerado uma técnica menos invasiva, segura e eficaz, proporcionando a redução da recuperação pós-operatória em comparação às técnicas de ritidoplastias convencionais. A abordagem proposta apresenta alta taxa de sucesso devido ao seu caráter menos invasivo e ao baixo índice de complicações, assegurando resultados estéticos naturais.
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1. Departamento de Cirurgia Plástica, Clínica Dra. Juliana Sales, Rio de Janeiro,
RJ, Brazil
2. Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
RJ, Brazil
Endereço para correspondência Juliana Custodio Sales Di Cunto Porta, Departamento de Cirurgia Plástica, Clínica Dra. Juliana Sales, Avenida Afonso Arinos de Melo Franco 222, Bloco 1, Sala 305, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, CEP: 22631-455, Brasil (e-mail: julianaplastica@icloud.com).
Artigo submetido: 14/04/2025.
Artigo aceito: 12/08/2025.
Editor-chefe: Dov Charles Goldenberg.
Conflito de Interesses
Os autores não têm conflito de interesses a declarar.






























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